abri os olhos às 6 e meia e estava descansada. ainda não tinha sol, freud estava calmo e comeu tranquilo a primeira ração do dia. resolvi então caminhar e correr pra reduzir o dano da caixa de bombons de ontem. e como o acaso é só o acaso, o shuffling do meu ipod me entregou u2. me senti toda energética e segui com new year's day e achei que u2 tinha sido um presente. desliguei o shuffle e continuei com ele. aí, lágrimas como sempre com one porque eu não ligo de chorar na calçada da praia em roupinha de ginástica. e aí... sometimes you can't make it on your own... essa música, se não me engano, foi poema escrito para o pai. ela fala comigo intimamente por um monte de razões que vão se revelando aos poucos pra mim. enquanto as lágrimas se sucediam e o povo da ciclovia olhava intrigado, alguém passou por mim e era alguém da minha vida. diminuí o ritmo e fui então até a ponta da praia conversando com a música na cabeça e a realidade dela também dentro da conversa. e, mais uma vez, me senti reconfortada pois as pessoas são mesmo personagens de histórias parecidas e tem muita gente, gente que eu amo, que está em busca do pai perdido. eu tenho andado bastante esses últimos tempos e tenho a impressão de que estou mais perto do que já estive nessa busca. e vamos combinar que u2... é pra curtir muito!
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