Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

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eu não sou uma pessoa de bichos. eu prefiro gente. principalmente por conta da linguagem, creio eu. adoro palavras. faladas ou escritas ou cantadas. e bichinhos não usam palavras pra se expressar. isso sempre me fez decidir por não ter um amigo assim. aí, depois de um processo curioso, eu adotei o freud. foi uma decisão. inclusive de aprender um novo jeito de gostar. confesso que os jeitos de gostar que eu conhecia até então já não estavam tão satisfatórios. freud é gato, diferente do popular cachorro que todo mundo tem ou já teve e eu morro de medo. em inglês, existem as expressões ser uma cat person ou uma dog person. e, como muita coisa da vida americana, uma dicotomia do comportamento animal onde o cachorro é meigo, fiel ao dono, dependente; e o gato é distante, apegado ao espaço físico e coisas materiais e independente de cuidados elaborados.
eu sou nova nisso, mas arrisco dizer que meu siamês é esquisito como eu. genioso, só quer o ele quer na hora que ele quer. mas me espera na porta todos os dias e me conta o que fez o dia todo. ele me acorda com beijinhos e me consola quando eu choro ou me machuco, mas não exita em demarcar seu espaço me afastando (e me arranhando) quando eu faço alguma coisa "errada".
não verifico muito do que me disseram, que freud seria distante de mim, que ficaria indiferente ao movimento da dona. eu não sei que tipo de gato as pessoas tiveram na vida mas eu tenho um que dorme de conchinha comigo porque percebe que, naquele dia, eu precisava de companhia e carinho.
tenho pensado muito nesse estereótipo da solteira com gato, afinal, em 1 mês e meio, serão 35 anos nessa vida estranha e solteira e com freud e um pouco cética em relação a "certas coisas". mas eu PRECISO confessar que ando muito preenchida de afeto desde que freud chegou. talvez, o estar solteira com 35 anos e um gato seja algo muito desconfortável para a platéia mas os atores estão se divertindo muuuiiito.

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