na semana em que começou o ano, a primeira depois da festa da carne, suor, cerveja e - onde está o samba mesmo? - numa terça despretensiosa teve o aniversário do murça. eu tinha aula de francês e uma preguiça 10 vezes maior que eu mesma. mas o ano deve começar. e a minha nova fase também. cada perda impõe uma nova fase. tô onde queria sem o namorado? not so much. mas é o que tem pro momento? that's right.
então, bar!
eu acho muito curioso que quando nos colocamos em um relacionamento afetivossexual e/ou amoroso, os amigos ou pessoas da convivência, se perguntados a respeito, dirão em sua maioria: fulano? ah, fulano casou e sumiu... e, por vezes, isso vem acompanhado de uma certa mágoa, da queixa ressentida de que o tal fulano mudou ou está sendo mudado por alguém, que fulano não sabe valorizar os amigos, que fulano abandona suas próprias preferências. ora, claro que fulano mudou!!!
a chegada de nova personagem na vida de qualquer um muda o roteiro, aliás, se não me engano, é isso que os escritores fazem quando querem um guinada qualquer numa história: se ganha ou se perde um personagem.
o que me chama a atenção é o ressentimento que fica nas personagens que já estavam em cena. a inabilidade de aceitar o novo. sendo ele bom ou ruim - e isso é sempre fruto de juízo de valor e bem subjetivo - é o que está posto. deal with it.
e, se tal personagem sai de cena, uma volta a antigos círculos sociais, bem como a manutenção dos adquiridos pelo relacionamento recém desfeito, só tem a acrescentar na nossa caminhada.
meu propósito pra 2013 é ser mais generosa com as escolhas dos outros. a ligação entre as pessoas que se colocam como amigos é sempre uma escolha e como toda opção pode envelhecer, perder o sentido ou se transformar. eu acolho.
e, assim, na tal terça do aniversário do murça, sentei pra beber uma cerveja com pessoas muito queridas, mas que não via realmente há 7 meses pois as prioridades do namoro estavam sim em destaque pra mim. mas mesmo transcorrido o tempo, a cerveja estava gelada, o assunto estava interessante, a conversa estava fluida e nada era obrigatório pra ninguém.
vantagem de quem sabe porque se afastou e também porque voltou. saber que as transformações são preciosas...
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