esses dias, eu resolvi imprimir fotos de novo. tenho umas 200 fotos nesse momento que precisam então ser legendadas e armazenadas em álbuns. tipo de atividade ideal pro meu começo de férias semana que vem acompanhada das transmissões dos jogos olímpicos em hd. e fui retomando umas cenas, umas viagens, uns sorrisos que estavam esquecidos embora não estejam tão longe (os registros são de 2009, vejam só...)
essas fotos estão todas aqui pelo blog em posts antigos. o que me lembra que eu não registro o cotidiano no meu querido diário já tem mais ou menos 1 ano!
ai, preciso. preciso registrar as passagens, os capítulos da novela. porque eu gosto de datas, nomes, roupas e presenças. bem diferente das provas de história da escola em que não caía nada disso. o importante era dar conta do contexto. mas isso sempre me foi natural. articular o contexto é meu jeito de ver o mundo, as fotos só ilustram aquilo que não me abandona. minha memória pra esses detalhes é ótima, e os sentimentos e sensações estão sempre vivos.
hoje, porém, me vi surpreendida quando vi uma partitura de uma música que gosto muito e, de repente, me deu um branco. eu olhava as notas e, imaginando as teclas do piano, não tinha bem certeza se a notação trazia dó, mi, ré, fá ou mi, sol, fá, lá. deu um susto. como se eu não soubesse mais ler. mas a música me veio na cabeça muito clara. e pensei então que ficar mais velho é um pouco isso: ter que adaptar o jeito que se lê tudo que aí está.
e vamos às fotos, às lembranças, e às notas...
Fevereiro
Há 17 anos


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