nesse sábado de frio gelado, me armo da minha bolsinha como diria uma amiga e parto pra praia grande. e muitos perguntam: que faria uma pessoa sair de casa nessas condições, pegar o 931 e fazer uma viagem até praia grande?
cumprir um agendamento.
tem uma coisa esquisita que eu gosto e poucas outras pessoas eu escuto falar que gostam de fazer: atirar. dei poucos tiros na vida, talvez nem 100. alguns de .38, outros de 380, e uns poucos de .12... a sensação de atirar é única. não tem muita coisa que acho parecida.
eu nem me envolvo na questão do armamento/desarmamento. dar tiros pra mim tem a ver com uma superação pessoal. primeiro do medo do coice. na primeira vez, a gente não sabe exatamente como vai ser... até que é! sai tudo meio torto, meio estranho, e o coração fica disparado. depois, tem uma coisa de domínio da arma, fazer com ela seja uma extensão de você, sem esforço, naturalmente. e, por fim, tem uma coisa de acertar o alvo, perseguir aquele X.
as armas são pesadas e grandes pra uma mão pequena como a minha. o coice é forte pra ser seguro com meu corpo que, se não é magro, é pequeno. só o braço de polenteira é vantagem. ali, sim, eu tenho alguma força. mas é difícil. mas é bom.
acertar o alvo é bom, segurar a arma com segurança é bom, experimentar aquele rush depois do tiro é muito bom.
quero mais e de novo...



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