Passei a tarde inteira desse feriado vendo e revendo fotos antigas, escolhendo algumas pra imprimir e guardar nos álbuns que gosto tanto de ter. Encontrei algumas coisas bem legais. Inclusive essa pérola:
Aqui no quintal da casa da Bi em Jurerê, antes de 1978, pois dá pra ver a Camila bem pequenininha com o Dedé e a Marilda, pais dela. E minha mãe com jeitão de recém casada ali sentada de listrinhas ao lado da Bi, Tia Lídia e Tio Odacir, marido da Tia Olga que está sentada ao lado da Marisa com a Vone e a Marcela logo acima... Em pé, Mario, marido da Marisa, minha Tia Tânia, bem menina e Tia Nica.
Tudo muito anos 1970, esteira de palha em chão de areião. Casa com treliça e cerca de madeira. Seria legal ter uma lembrança mais viva desse tempo, mas os aniversários vão apagando e desbotando as cores do que passou e substituindo por novos acontecimentos.
Essa Jurerê... ainda está lá mas não existe mais. Uma galera que tá na foto também já não pisa mais nesse chão. Eu mesma não existia nessa foto, talvez fosse um plano, um sonho, um propósito, mas muito nebuloso ainda. Essas pessoas todas estão mais ou menos 35 anos mais marcadas, mais felizes, mais frustradas, mais a fim, mais cansadas. Um pouco de cada coisa, de cada dia.
E essa cor meio ocre... Assim é o passado...



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