Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

domingo, 12 de agosto de 2012

Notas Olímpicas


  • atirar é um jeito bom de tensionar e relaxar. O tiro de .12 é um tesão!
  • ginástica rítmica com smooth criminal tocada em violinos. curti muuuuiiiito!
  • coisa linda o colan cinza prateado da ginasta. qdo eu nascer magra quero um daquele!!!
  • então, gente, muito bonito o ouro do brasil. só uma observação: as meninas poderiam ser mais respeitosas com o momento da premiação das colegas. acho que rituais são momentos muito legais que devem ser saboreados tanto quanto a catarse emocional da vitória. gostei agora do aplauso delas para as americanas. mas ainda acho que poderiam se portar com um pouquinho mais de deferência ao momento. só uma opinião...
  • coisa linda a fala desse diogo silva sobre o esporte brasileiro. gosto de falas despretensiosas com questionamentos pertinentes e nenhuma solução mágica oferecida. demais!!!
  • brasil tem dificuldades de ganhar em muitos momentos. não falta técnica, não falta tática. nem vontade falta, porque convenhamos, quem ficaria indiferente a uma medalha ou um recorde. ninguém. nem os muito ricos de grana. o que falta é preparo psicológico. o brasil (o brasileiro em geral) é atrapalhado. sente demais, sofre demais, essa gama de sentimentos à flor da pele o tempo inteiro impede que se veja com clareza o objetivo. muitas vezes, claro, falta superar o adversário. mas isso não é problema quando ele, de fato, é melhor. alguém tem que ganhar. e alguns adversários serão melhores e, portanto, não superados. mas falta saber ganhar.
  • o problema que vejo nos jogadores de futebol é a falta de identidade. eles não sabem que deveriam ser atletas profissionais ao invés de celebridades. ser atleta profissional é acordar cedo, se preparar carregando as ferramentas necessárias ao ofício e partir para a labuta. assim como executivos tomam a pasta e sentam-se no escritório, assim como bailarinos tomam a sapatilha e fazem aulas desde às 8 da manhã, assim como eu psicóloga coloco o jaleco e atendo a agenda marcada. os atletas profissionais, com ou sem medalhas, ganham um salário (às vezes, menor que o meu que já é diminuto) para trabalhar. seu trabalho é competir, fazer parte de eventos que movimentam (sim!) dinheiro, se tornar muito bons no que fazem (porque queremos engenheiros que construam pontes que fiquem de pé, o raciocínio é o mesmo), serem remunerados para isso. um atleta profissional sabe que precisa do segundo movimento na carreira pois, assim como um cirurgião (mãos trêmulas não combinam com bisturis), encontrará as limitações que a idade impõe ao exercício da profissão. eu sou a favor de esporte como profissão e carreira. assim como a política, o esporte não deveria ser o caminho para a celebridade.
  • por fim, penso que o brasil culturalmente não valoriza o cotidiano, a vitória pequena e tão importante para fundar as iniciativas. o brasil valoriza misérias e as tais "histórias de superação" porque estas fundam as "celebridades". uma bobagem. o brasil precisa valorizar o trabalho, o aprendizado sério, a solidariedade entre pessoas, a retidão. o plano de trabalho, a organização da equipe e o objetivo a ser alcançado. para então, sentar à beira do caminho (ou da praia) com dinheiro justo e suficiente no bolso para se deleitar com uma cerveja gelada sem culpas católicas. ser então feliz apreciando os prazeres na mesma medida em que se constrói e se cumpre os deveres. assim, equilibrado, sem sofrimento. um dia após o outro.
  • será que assim mesmo???

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