Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

domingo, 7 de novembro de 2010

Eat Pray Love

Há uns bons 7 anos atrás, eu ganhei da minha ex irmã postiça um livro. Escrito em inglês, claro, e como tantos outros, abandonado na estante. Não sei o que houve com minha fome pelas palavras; escrevo pouco, leio menos ainda. Dizia a Jennifer que a história era linda. "So great, you're gonna love it!" E eu não li. O livro virou filme e eu não conseguia decidir se assistia ou retomava a ideia de ler o livro. Hoje, a Cida veio faxinar a casa e eu fui ao cinema. Eat Pray Love. Assisti.
Elizabeth Gilbert e Julia Roberts provam (ganhando milhões de dólares) aquilo que eu já falava o tempo todo: nós somos todos a mesma pessoa.
O caminho de Liz Gilbert é o mesmo que o meu. Construir uma carreira e um relacionamento. Ver tudo desabar. Chorar, se desesperar. Anestesiar-se. Juntar os pedaços, encorajar-se e partir (ou ficar). Ter medo. Ficar cínica e cética. E mudar. E ser outra.
Eu sou a Julia Roberts. Olhos cansados mas cheios de perguntas. Cabelos corretos e tintos. Vestidos e sapatos. Sorriso largo e impaciente. A barriga e as rugas. E a beleza de ter chorado no dia anterior. A classe de chinelos.
Eating Praying Loving.
E, nesse caso, com coincidências que me arrancaram risos e lágrimas na frente da tela. Me sinto rezando nesse momento no banco da praia, estarrecida pelo mar e o céu laranja-cinza. Com os quilos suficientes, todos meus, comendo com prazer e na medida necessária pra me sentir satisfeita. Tentando ainda me perdoar e ao outro sem esquecer o amor que senti. E tentando acreditar de novo no amor. Como qualquer um que está desesperado além da conta e se descobre bravo e nobre o suficiente pra aceitar uma viagem vertiginosa como essa. Essa de dizer quero mais e depois, quero menos. E aí aprender tudo outra vez...

Um comentário:

Tharci disse...

o livro eh demais, em ingles entao, gotta read it!!! e depois vem o outro, com analise antropologica e exaustiva da instituicao casamento, a la theophilos riffiotis... li algumas semanas antes do meu proprio casamento e surtiu mto efeito> nao surtei!!!essa semana falei o q tava intalado como uma esposa deve fazer, sem quebrar o pau da barraca!