e de repente me lembrei que escrever está na composição do ar que eu respiro e, talvez por isso, tenho sentido o peito constrito e esteja saudosa de qualquer aroma. já não coloco as palavras nos retalhos de guardanapos das mesas de bar, nem nos papeizinhos de pão que povoam os cantinhos da casa. minhas imensas listas de afazeres tomaram o lugar das frases que se transformariam em historinhas ou loucurinhas. e chega. quero relembrar, e reescrever, conversar, contar e ilustrar o que passa pelo lado de dentro e que aponta o caminho pra pisar no mundo.
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