eu te perdi no escuro. era sempre noite pra gente porque eu gosto de fazer samba até mais tarde e sinto muito sono de manhã, como dizia o poeta. mas não eram trevas. o caminho seguia em meia luz, se descortinando devagar. mas o abismo estava já olhando de volta pra você e eu nem percebi isso. você passou anos olhando pro abismo e ele te tragou quando você relaxou. e eu observei esse mergulho sem imaginar uma coisa qualquer que pudesse ser feita. e hoje, sofro um tanto. nem muito, nem pouco. o suficiente para traduzir essa sensação de cansaço, desânimo e decepção e esse gosto amargo que sinto toda vez que misturo chocolate com história e coca zero...
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