Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

domingo, 13 de novembro de 2011

Labirinto

Dia de nuvens entre o branco e o cinza em Floripa. Acabei de tomar um iogurte e comer cookies. A Jurerê meio fria olha pra mim na varanda e eu converso sem compromisso com o Paulinho diretamente do Saboó.
Nesses dias de descanso fiz um pouco do que gosto aqui: andei pelo centro providenciando pequenas necessidades, bebi cervejinha na casa da Karla, fui em showzinho em Santo Antônio de Lisbôa, escutei uns causos da gente louca da minha família.
Como parou de ventar loucamente, vou até a praia pra ver o mar e confirmar que está gelado. Depois um ravioli de frango sem pompa e nem uma circunstância pra me deixar feliz (comida sempre me deixa feliz... Freud explica, mas já ando cansada de explicar, explicar e... meu braço histérico não parar de tremer. Talvez precise de uma hipnose!)
Bom dia hoje pra ler, mas não trouxe nenhum livro pensando em outro tipo de viagem. Na verdade, apostei fichas em um encontro que teimou em não acontecer. Não tem me feito muita falta o encontro, mas parece ter sido o elemento que faltava pra decretar um momento de tristeza na minha vida. Tristeza introspectiva, daquele tipo que fala com você. Antes de dormir, no meio do banho. Ela conversa comigo o tempo todo.
Estou triste porque é terminado um ciclo. Porque estou confusa. Porque tenho desejos não satisfeitos. Uns desconhecidos e outros tantos incontroláveis. Porque não tenho encontrado prazer na companhia das pessoas, porque quero ficar abraçando os 4 travesseiros. Porque não tenho mais olhar pro belo que há no pequeno. Porque não tenho o quente do sangue pulsando a vontade. Porque não encontro o conforto do olho atento de quem cuida. Porque não sei bem ao certo qual o meu chão.
E isso explica muita coisa. Ao perder o chão literalmente e desabar em queda livre pela madrugada transformada em manhã de sol, percebi que tenho flutuado pelos espaços sem de fato estar neles. A sensação de náusea e dor anunciando o labirinto não mais me deixou desde o primeiro dia em que nos encontramos. E o labirinto está aqui agora, sentando do meu lado, esperando o melhor momento pra tomar conta do que é meu (ou daquilo que já não é faz tempo).
Pode ser que hoje eu retome um pouco de histórias e impressões. Vale pena voltar ao que foi quando não se consegue efetivamente existir no que é.

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