qualquer conversa que comece com uma frase dessa está fadada ao fracasso, como diria meu amigo paulinho. tenho visto apartamentos virtuais no dale coutinho. eu fecho os olhos e só enxergo eles todos... alinhados, impessoais. apartamentos no fim do mundo que não comportam minha vida. quero acreditar que a vida pode ser feita em qualquer lugar, mas nunca acreditei num amor e uma cabana. e um apartamento no dale coutinho é encrenca. grande, cheia de nós. e eu nem tô a fim de desembaraçar tudo isso. mais ou menos como meu cabelo depois de rolar na cama muitas horas. uns nós feios e complicados. me dá vontade de passar a tesoura em tudo e raspar o resto. deixar pra trás quem eu fui naquela noite. mas a careca me lembra sempre que a cabeça é a mesma, povoada das mesmas lembranças.
é tempo de fazer pazes. mas eu ainda guardo aquela guerreira que luta sem um olho ou um braço. que luta contra o que vem sem nem saber direito que bicho é. e assim não acolho o que me vem, não observo a mudança de que sou capaz.
muito rígida, muito ordenada, muito no cronograma. muito medrosa.
e olha que paradoxo: como pode não fugir da luta jamais e ser assim tão assustada e desconfiada de tudo?
alguém pode responder, por favor?


3 comentários:
Estilosas........as duas!
Deu saudade de Buenos Aires!
novos tempos minha cara, novos tempos...
esse seu texto me remete a outro pensamento mais ácido e do mal... meio sessão maldita: as criaturas meio invejosas e meio inimigas poderiam lhe responder, QUERIDA, FOFA, ISSO NÃO TE PERTENCE MAIS! ... daí entra a zilah e responde em altos e brados tons: será!? com certeza o que você colocou é algo pra se pensar. talvez seja algo que nunca irá se calar, independente do desfecho.
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