Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

bebê!


ai, essa natureza animal... quando eu tinha uns 27 anos, minha barriga gritava todo mês, meu corpo queria nutrir e minha alma queria cuidar. eu resisti bravamente aos apelos biológicos e também às investidas do pretenso pai e não engravidei. eu achava que era uma besteira essa coisa de instinto materno, vontade de ser mãe. confesso que senti isso tudo mesmo. mas logo passou.

eu nunca na vida quis ser mãe ou me vi nesse papel. quando era criança, cuidava da boneca e depois do irmão mais novo. mas logo a brincadeira perdia a graça e o legal mesmo era aplicar injeções na bunda de pano da luiza e tirar sangue do braço de plástico. já naquela época, eu gostava de fingir que estava na aula da faculdade e nunca tinha espaço pra um bebê nessa brincadeira.

e o tempo foi passando, eu enrolando o (ex) marido, fazendo aniversário até que, de repente, não tinha mais marido e eu já me vejo na porta dos 33.

mas eis que eu sento no cinema e vejo the karate kid. aí, não deu. apaixonada perdidamente pelo jaden smith! me deu vontade de fazer um bebê e vê-lo crescer daquele jeitinho. mais ou menos do mesmo jeito que senti quando vi o primeiro harry potter e me apaixonei pela emma watson.

deve ser que, de tempos em tempos, eu vou me apaixonar por uma criança. mas logo me lembro que não quero acordar cedo, nem deixar a cervejinha e o cigarrinho.

e tudo toma um contorno de realidade e fico só pensando que gosto dos nomes beatriz e elise, lucas e pedro, combinando sobrenomes, como se fazia aos 12 anos. pra depois rir, distraída.


Um comentário:

Unknown disse...

coisas da vida... de tempos em tempos somos instigados a pensar naquilo que nos parece improvável. a finalidade disso eu não sei (até posso filosofar a respeito, mas levará muuuuitas linhas e muuuuuuitas palavras precisarão ser colocadas aqui... e no momento não cabe isto), então só posso dizer: só sei que foi assim!