E aí, eu tava olhando aquele gato do Rhys Meyers na pele do Henrique VIII. Tudo tão Tudor, tão moderno. E aqueles olhos transparentes... Henrique VIII tem tomado minhas noites de domingo. Eu olho pra ele e quanto mais ele se perde no poder divino da realeza mais sedutor ele fica pra mim. Nessa semana, ele conseguiu acabar com a vida da Ana Bolena. Ele consegue tudo que quer. Não só matou a "rainha" como conseguiu que ela morresse reles nobre de corte. Arrancou a majestade dela com um torcer de cavanhaque. Pega o que quer, na hora que lhe convém.
Henrique VIII é um pesadelo, mas eu quero mais. Ele é volúvel, perdido, apaixonado e sexy. É manipulador, escorregadio e dissimulado. É poderoso e frágil. E depois que você acha que o tem na mão... ou no sexo... Ele não está mais lá.
E, como Ana Bolena, você se vê pedindo perdão pelo erro que não cometeu, pedindo a chance que deveria estar negando a ele. E a loucura é tão grande que é impossível perceber essa tempestade acontecer. Porque ela acontece silenciosa. Não é barulhenta como as chuvas anunciadas. É revolta e profunda.
E, como Ana Bolena, antes que se possa fazer algo, é a minha cabeça rolando em praça pública.


E Henrique seguiu casando insistentemente. Talvez cada vez mais louco pela sífilis, talvez cada vez mais angustiado por perceber que a paixão não resiste, uma mulher após a outra. Correndo frenético no próprio turbilhão. Que acontece com mulheres que se perdem assim por Henriques?


Um comentário:
guria, eu vi alguns epísódios da primeira temporada no feriado... amei! preciso ver mais, preciso ver todos!
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