Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pedacinho de história do meu pai...

marcos heise disse...
É lastimável mesmo ver o que acontece com o Mais Antigo, mas confesso que nada disso surpreende e todos acho que estamos conscientes disso.Aproveito para relembrar uma das milhares de histórias saborosas e engraçadas que lembrei ao ler o post da Carmen, viúva do Toninho Kowalski. Carmen, o Toninho, na minha época, era editor de Internacional. Ele chegava e já ia tirando os sapatos que empurrava para baixo da mesa. Quando ele dava mole escondíamos um dos sapatos. Ele ficava louco e saía acusando todo mundo.
Escondíamos também a régua que ele guardava no cantinho da primeira gaveta. A régua cortava mensagens vindas pelo telex que iam para a composição e também as maçãs que ele trazia de lanche porque estava sempre de dieta e proibido de comer as coxinhas do Seu Hercílio. Era outra 'rena' daquelas. Bons tempos.
25 de Junho de 2009 12:59


Marcos Heise, para corroborar tua história, um dia ele chegou em casa sem o sapato e a Andréa, nossa filha, queria saber onde o papai tinha deixado o sapato já que ele chegou em casa com apenas um pé. Por esta e tantas outras histórias, sei que o Toninho "espernearia" até o último suspiro do último segundo para que o jornal não fechasse. É lamentável! CARMEN KOWALSKI
25 de Junho de 2009 21:35



E relato que não saio do meu trabalho hoje em dia sem guardar todas as réguas no cantinho da primeira gaveta; pretendo não comer as rosquinhas de leite do lado arquivo, mas acabo comendo, assim como as maçãs eram só um disfarce: a coxinha, tenho certeza, ganhava sempre.
Com sapato ou sem, aprendi que uma boa dose de álcool no fim do dia cura qualquer dissabor. Por isso, eu abro uma Heineken e brindo com meu pai, copo de Chivas na mão, pé na mesinha do centro, mais de 11 da noite... Como disse o Rafinha (♥) esses dias: tinha estilo...
Pra quem se interessar na história toda:

Um comentário:

Pecus Bill disse...

Andréa,
às 22.00h do dia 26 de Dezembro de 2012, eu, Pecus Bill - como o Toninho me chamava - e mais uma Amiga, Maria Helena Obst, estávamos tentando lembrar com qual idade o Kowalsk nos deixou.
Lena, lembrava com carinho do dia em que Toninho citou seu nome como se ela fosse " atilada".
Sem saber o que isso sigficava, e sendo nova na redação, foi procurar uma amiga pra ver se o Toninho não a estava chigando.
Soube que "atilada" é: esperto, sagaz, ajuizado.
Sabendo que o Toninho gostava de usar o Diconário, por minha vez, falei pra Lena que todos os dias que ele adentrava na radação - ao passar por perto da mesa da diagramação - dizia: " Pecus, tenho mais uma nova pra ti. Marca aí pra não esquecer: Conjuminãncia.
Hoje vou baixar a Pg de Internacional mais cedo porque tenho de fazer conjuminãncia de horário com o ônibus.
Saudades deste grande camarada