Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

31 anos... Idade de tomar providências...

Faz bastante tempo que eu não tenho momentos "querido diário"... Mas tô com vontade de fazer uns posts assim. Porque olhar em retrospecto também é um jeito de contar a história presente. Eu já não coloco mais o fato, coloco a transformação que ele me provocou e isso é um exercício muuuito legal... Então, eu coloco aqui meu aniversário.
Sim, já faz 5 meses que eu comepletei 31 anos nessa vida louca e, de fato, foi o pior aniversário da minha vida. Eu estava muito surtada nessa época. Mal mesmo. Mas não caí do salto, até porque a Chimeny não deixou.

Aí, eu passei um batom vermelho escuro, alisei os cabelos e fui num show da Izzy Gordon. Foi muita coincidência ter um show dela bem no dia do meu aniversário. Eu sempre gostei da Izzy, desde a primeira vez que a vi cantar "Woman in Chains", no Moby aqui em Santos (aliás, nada a ver o lugar com o estilo dela). Vi o show sozinha, derramei uma lágrima com "Gerogia on my mind" e segui pra encontrar as únicas pessoas que poderia: a família Alonso, mais Valdir e companhia. Foram as únicas pessoas que conseguiram passar aquelas horas comigo. Porque, gente, eu não tava feliz! Só amigo de verdade pra aguentar uma aniversariante depressiva.
Mas eu consegui atravessar aquele fim de semana. Quando estava, horas antes do show, caminhando na praia, eu pensava comigo em quanta dor eu ainda ia sentir. Quanto tempo ia demorar pra eu juntar meus caquinhos. E realmente tinha muita coisa ainda pra passar.
Mas passou... E é bom deixar aqui pra eu me lembrar que só faz cinco meses, que eu andei bastante, que o caminho valeu a pena, que cheguei mais bonita, que meu sorriso é mais largo.
A questão é que eu não queria largar os 30 anos de jeito nenhum. Largar os 30 seria também deixar o Fernando, o casamento, minha família Petrilli. Seria também, nas palavras da Kátia, re-significar minha vinda e vida santista. E isso ia (está) me dar um trabalhão. E eu tava tão molinha, fraquinha, magrinha até. Só queria ficar descansado. Mas os 31 chegaram e eu tinha que fazer mercado, conta, compras. E fui fazer tudo isso.
Não sem antes comer o bolo da Chimeny, que tava realmente muito bom.

Um comentário:

Dressaholic disse...

eu tava representada na blusa! :)