Aí, vem a vida e bagunça tudo. O acaso impõe as partidas e as chegadas. E eu sou teimosa, reclamona e gosto de espernear. Não aceito bem os tempos do tempo. Eu quero tudo e quero agora e sempre acho que não é justo... Como quando tinha 15 anos.
E essa partida mal foi uma chegada. Foi quase que um sonho inesperado numa noite que transcorria sem intervenções do inconsciente e de repente vira um alvoroço onírico.
Rápido, atropelado, mês e meio e fim.
E essa partida mal foi uma chegada. Foi quase que um sonho inesperado numa noite que transcorria sem intervenções do inconsciente e de repente vira um alvoroço onírico.
Rápido, atropelado, mês e meio e fim.
E deixo um pedaço de mim porque foi isso que trouxe pra você. Trouxe pra você minha bagunça, minhas perguntas, surtos, delícias.
Minhas gulas, minhas ressacas, minha incoerência e meus cronogramas.
Rasguei os teus e joguei na tua cara assustada, cheia de razão.
E, com razão, a felicidade insana não me pertencia.
A não ser pelo risco rosa no céu amanhecido e a certeza de que somos estúpidos buscando anestesia contra a dor que nem sabemos se virá.



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