Nunca gostei de me mexer muito, tenho uma preguiça inerente a quem faz samba até mais tarde e tem muito sono de manhã, como já explica o chico desde 1969. Só que, por outro lado, sou gorda e vida de gordo é muito mais difícil se a gente não se mexe. Então pensei sempre em fazer coisas que não atentem contra os meus ouvidos (eu não suporto a ideia de estar numa bicicleta que parece voar de volta aos anos 1980 com globos espelhados e uma educadora suando o mundo e gritando o tempo todo naquele microfone headset brigando com o último hit doúltimo dj de Ibiza).
Pensei em coisas introspectivas, atenção superconcentrada em cada fibra muscular.
Pensei em fazer coisas em o oponente ou o desafio esteja em mim mesma e não em outro jogador.
Pensei em fazer coisas onde o colega quer chegar junto comigo e não na minha frente.
Pensei em fazer coisas onde a bailarina esteja viva.
Pensei em fazer coisas que me deixem com aquela dorzinha gostosa no dia seguinte à força bruta mas que não agitem minhas hérnias.
Pilates há 4 meses sem interromper, pedi à prof que registrasse. É preciso avaliar se estou indo como quero, onde quero. Daqui um tempo, avalio de novo. Enquanto isso, volto pro meu balé, paixão da minha vida e digo pra ele que meu coração tem dois donos: o Joseph e os pliés.


Nenhum comentário:
Postar um comentário