o caminho é esse mesmo. é bonito, sofrido, singelo, terno, intenso.
eu sempre desconfiei de gente muito sorridente ou feliz ou eufórica. pensava: isso não é saudável. sim, agrada aos olhos e aos ouvidos da platéia que não quer ser incomodada com a verdade. mas não é saudável.
se não houver dias de dor, como vamos construir resistência? pra lidar com aquilo não vai ser como imaginamos, precisamos resistir. e o equilíbrio de que fala jung, onde acontece a vida, é o que constrói discernimento. uma amiga insistia nessa palavra e há uns 7 anos atrás eu sabia o que era mas não realizava a importância disso dentro de mim.
hoje, terapizada também, faço exercícios diários de discernir. porque a verdade é mais gratificante e duradoura do que a mentira rivotrílica que se desfaz com 5 minutos de silêncio interno e machuca muito mais.



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