Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

sábado, 20 de abril de 2013

O outro olho


De uns tempos pra cá, tenho tentado coisas. Uma que tentei foi decifrar aquele monte de botões e números e símbolos da câmera fotográfica. Sempre muito cool com um toque de glamour essa coisa de fotografar. Meu pai fotografava por gosto e, claro, a comodidade de poder revelar quantos mil contatos quisesse e escolher tantas ampliações quanto fosse necessário. Desde que comecei a tomar um pouco do conhecimento dessa coisa toda, imagino como era longo o processo analógico de construir técnicas e passá-las adiante. Você tinha que experimentar muito, errar um monte, pra depois dizer pro outro que vinha atrás: "fulano, faz assim!"
Nessa nossa era digital, tudo fica mais rápido. E foi assim que eu aprendi a fazer algumas fotos de dia e outras de noite.
Agora, me falta o outro olho. O olho de fotógrafa. Acho que não tenho ele em mim, não. Mas tudo pode acontecer... É necessária certa antecipação pra construir uma foto muito boa, assim como com as palavras que formam um poema. As palavras me vêm mais fáceis. Talvez seja esse o momento de fechar os olhos, e a boca principalmente, e deixar chegar o outro olho.

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