porque hoje é natal, a cor é vermelho. depois de anos escapando do sol, estou com as costas sapecadas. não percebi como a coisa aconteceu, mas sei agora que caminhei desavisada até o gonzaga pensando que havia colocado o protetor e... não! protegi bem as cicatrizes ainda bem frescas, mas as costas... ficaram à mercê do implacável sol que fez marcar 40 graus esses dias de natal.
eu não liguei o calor pois acho que, 10 anos depois, estou acostumada com a presença dele nos meus dias ainda que incomode um bocado. e a atmosfera desse natal de 2011 foi também mais leve que a do natal passado. construí meu natal na certeza de ter amadurecido e na dúvida do sucesso da parceria. dá pra explicar. decidi passar o natal em dupla. meu amigo desceu de sampa procurando tranquilidade e descanso e o recebi oferecendo horas livres e casa aberta. por n mil motivos nos juntamos numa história louca que completa um ano nessa época e não podia ter outra comemoração. quando ele me mostra quem eu fui no natal de 2010, ele me dá a oportunidade de ver por inteiro quem sou hoje.
foram tantas conversas, almoços, e o sol. se pondo no mesmo lugar em que se põe todos os dias na praia do embaré mas todo diferente como eu nesse momento. então, porque eu respondi sem pensar (vem, sim!), foram dois dias dos mais interessantes e felicidade genuína.
e do jeito certo pra mim, chega o dia de natal, aniversário da minha afilhada mais querida com quem falei de longe mas com o coração terno. chega o momento de retomar as presenças dos que importam no cotidiano. chega o momento de transformar o que é dia que passa em vida. e pareço pronta. me sinto pronta.
clarice me visita novamente e estou com o riso de quem está experimentando de novo o que é grande demais.
Fevereiro
Há 17 anos


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