Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

sábado, 10 de dezembro de 2011

conta de mim

fiz um corte de cabelo em floripa e não gostei. era coisa simples, manter o que já tinha. não deu certo. ficou estranho, reto demais, curto demais. com o corte fracassado veio toda uma série de inconformidades estéticas. eu engordei 6 quilos em 2011, 4 dos quais em preparativos e durante o fique sabendo. essa campanha maximizou tudo que não deveria acontecer num período de 365 dias na minha vida. poucas horas de sono, descanso conturbado pela mente que não para, dores nas costas e pescoço, pouca flexibilidade e resistência da minha morada, os quilos a mais impedindo a leveza do ser, a pele nem tão alva nem tão suave como o ácido retinoico prometeu, e o cabelo que não deu certo. 
juntando tuuuudo isso, deu um fim de ano esquisito. dizia pra katia esses dias que 2011 foi melancólico. tive que me despedir de tanta coisa, enfrentar tantas dificuldades, superar tantos obstáculos, viver algumas perdas. mas como a tristeza é muito bela e delicada, eu tive momentos assim. foram poucos momentos de beleza silenciosa com lágrimas solitárias que me ensinaram a acordar no dia seguinte, a levantar da minha cadeira de cabeça erguida pela decisão tomada, a seguir pra casa esgotada da batalha mas carregando nobre vitória, a voltar horas depois prum pouco mais do mesmo na certeza de estar cumprindo meu papel.
mas o preço que isso tudo me cobrou foi o desgaste da casa, decadência do corpo. a próxima lição é viver tudo que se apresenta sem comprometer o veículo que viabiliza a experiência. a pergunta que me faço é se eu sei fazer isso, se eu sei priorizar a mim mesma sem perder a espontaneidade (que muitas vezes já me é uma estranha) do que é desejo pra mim. 
não devo estar pronta pra isso, do contrário já estaria dando conta de mim...

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