essa não vai ser a melhor foto, mas foi a primeira. foram 3 horas na mesma posição, ouvindo dub e pensando na vida. a trilha sonora foi escolha do paulinho, artista excepcional que transformou uma linha do livro de estudo de piano dos idos de 1991 nessa música.
essa partitura que agora tá gravada pra sempre em mim. que foi a primeira que, tocando, eu ouvi música. muzio clementi escreveu assim essa variação pra um tema que, imagino, tenha vindo pra ele de forma tão corriqueira como me vinham os pensamentos na medida em que ia sentindo minha dor.
a dor da tatuagem é uma pra cada tatuado. em alguns momentos, ia sentindo faca afiada tirando fatias de carne, em outros uma eterna benzetacil. por segundos, parecia que estava em chamas. e, por muito tempo, sentia uma dormência que me levava pra meu mundo, meu lado de dentro.
cada linha que escrevi na minha pele tem um motivo e um significado. e ter vencido essas 3 horas sem me mexer (muito) nem chorar foi um exercício interessante. tirando o cantinho do inferno da gordurinha ali das claves e o canto do capeta em cima da coluna vertebral... tá tudo bom!



Nenhum comentário:
Postar um comentário