Quando eu era pequena, tinha uma coleção de histórias da Disney em discos com livrinhos. Ouvi tanto naquela minha vitrolinha cor de tijolo que decorei canções que lembro até hoje.
Quando Freud começou a ficar impossivelmente siamês, lembrei dessa canção cantada quando o casal Dear and Darling recebem em sua casa a Tia Sarah com siameses terríveis na história Da Dama e do Vagabundo.
Viemos do Sião há três meses,
E nos chamam de siameses
Essa é a nova casa onde vamos ficar,
Se tem novidade vamos investigar,
Dentro do aquário um peixinho tem
É uma refeição que agora nos convém
Se chegarmos perto cuidadosamente
O dividiremos, amigavelmente
Você ouve um bebê a chorar
É porque é hora, de se alimentar
Sempre que quer leite, bebê chora assim
Leite pra você, leite para mim
E nos chamam de siameses
Essa é a nova casa onde vamos ficar,
Se tem novidade vamos investigar,
Dentro do aquário um peixinho tem
É uma refeição que agora nos convém
Se chegarmos perto cuidadosamente
O dividiremos, amigavelmente
Você ouve um bebê a chorar
É porque é hora, de se alimentar
Sempre que quer leite, bebê chora assim
Leite pra você, leite para mim
Aliás, foi boa oportunidade pra aprender que era um costume da aristocracia inglesa presentear pessoas com gatos simeses. O Sião era colônia inglesa e tinha um tipo de gato muito esguio, altivo, elegante, de olhos muito azuis. Diziam que ele era o Gato Príncipe. E, embora seja um gato realmente terrível e não parar a madrugada toda de aprontar, é um dos poucos que aceita a coleira.
Meu Freud é misturadinho. Elegante? Sim. Bagunceiro? Muito. Siamês? Com certeza.


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