Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Siamês, sim, senhores!

Quando eu era pequena, tinha uma coleção de histórias da Disney em discos com livrinhos. Ouvi tanto naquela minha vitrolinha cor de tijolo que decorei canções que lembro até hoje.
 Quando Freud começou a ficar impossivelmente siamês, lembrei dessa canção cantada quando o casal Dear and Darling recebem em sua casa a Tia Sarah com siameses terríveis na história Da Dama e do Vagabundo.
Viemos do Sião há três meses, 
E nos chamam de siameses 
Essa é a nova casa onde vamos ficar, 
Se tem novidade vamos investigar, 
Dentro do aquário um peixinho tem 
É uma refeição que agora nos convém 
Se chegarmos perto cuidadosamente 
O dividiremos, amigavelmente 
Você ouve um bebê a chorar 
É porque é hora, de se alimentar 
Sempre que quer leite, bebê chora assim 
Leite pra você, leite para mim
Aliás, foi boa oportunidade pra aprender que era um costume da aristocracia inglesa presentear pessoas com gatos simeses. O Sião era colônia inglesa e tinha um tipo de gato muito esguio, altivo, elegante, de olhos muito azuis. Diziam que ele era o Gato Príncipe. E, embora seja um gato realmente terrível e não parar a madrugada toda de aprontar, é um dos poucos que aceita a coleira.
Meu Freud é misturadinho. Elegante? Sim. Bagunceiro? Muito. Siamês? Com certeza.

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