Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

sábado, 1 de setembro de 2012

Gall Kowalski e Lisbôa da Silva

Há um ano atrás, me encontrei com todos os meus primos irmãos. TODOS! Coisa muito difícil de acontecer quando já estamos todos adultos e eu moro a 700 quilômetros de distância. Mas  um grande evento tem essa coisa de juntar todo mundo. E minha prima Patrícia casou. E isso é um grande evento. E foi muito bonito. E me deixou muito satisfeita estar entre essas pessoas que me conhecem a vida inteira.
É claro que a vida e as escolhas criam distâncias entre pessoas que  nasceram  juntas , cresceram e brincaram juntas. E isso é muito legal. Podem não ser companhias para o cotidiano, mas é ver o que nos tornamos que nos faz olhar pra trás e compreender um tanto do caminho. E tem nutricionista (dois até), artista, gente de humanas, exatas e biológicas. Tem mãe e pai de família. Tem dúvidas e grandes certezas, também pra serem derrubadas. E tem o inegável: como pode todo mundo ter a mesma cara? Polacos!

E, de lambuja, os Silva portugueses, no dia seguinte, no velho número 42 (que já foi 20) da Aristides Lobo.

Essa coisa de ter um chão, uma raiz, tem uma dinâmica curiosa. Você vai pra longe e aprende a acionar as lembranças, referências e significados de dentro pra fora. E então mundo fica grande e o fora não tem mais tanta importância. Seja Floripa ou o fim do mundo.

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