um dos bailarinos que passaram na minha vida deixou aqui um filme. há meses ele está na gaveta e hoje assisti. mais um filme de dança com história igual. mas o que importa não é história, é a dança. e a dança me remeteu de volta aos festivais de competição. de dança de rua. eu sou inimiga do ritmo, danço salão se me levam. meu balé é introspectivo e sonhador. minha dança é de dentro pra fora, como já observou uma professora no passado. mas senti um gosto de reminiscência. tipo cau hansen ou municipal lotado. e dança com gana de ganhar. nunca experimentei esse tipo de palco, mas experimentei esse tipo de bastidor. e é uma sensação de querer fazer muito xixi, mas só pode relaxar quando a luz apaga. coisa que não tem palavra pra dizer, só dá pra dançar.
nessa noite quente de janeiro, minha decisão de ficar em casa foi acertada. filme do passado com cerveja e pipoca do presente. e eu com uma ternura de alma por ter vivido...
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