Minhas loucuras passadas

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Falo muito, sou pequena. Reclamo horrores e sou briguenta. Pinto o cabelo de tempos em tempos. Me visto de acordo com meu humor, sou gulosa demais. Gosto de ser casal e ser amiga. Adoro escrever de tudo, cartas e histórias. Amo as artes todas, inclusive aquelas que não consigo fazer. Sou a favor das diferenças, sempre. Olhos castanhos, unhas pequenas. Tímida demais pro meu gosto.

sábado, 29 de janeiro de 2011

E no dia depois do Natal...

No Boteco do Moby, gente da minha história: Chagas e Vinho, atrás. Faísca, Cirino, Fumaça, Ismael, Ray e André Luiz.

Teve um dia que eu fui no Moby. Por que, meu deus??? Perguntariam os que me conhecem bem. É que o Cirino fez aniversário e o Fumaça me avisou que teria comemoração. Domingo de tarde, no Moby? Estranho, né? Mas lá fui eu... Tinha um gosto de Joinville, só que calor, muito calor. Choveu de tão quente.
Teve uma cervejinha, teve um pagodinho de dois, teve gente pra conhecer.
Queria fumar. E continuava chovendo. Pingos grossos e insolentes confinavam aquele povo todo embaixo de um guarda sol ou chuva grande, mas insuficiente. E o povo se esbarrava e conversava coisas sem sentido. E eu fiquei presa numa prosa diferente. Calma, com as palavras bem ditas e pausadas, quase recitadas. Bocas que já viveram muito geralmente têm essa propriedade em recitar as palavras. Eu olhei dentro dos olhos (porque assim aprendi, se faz necessário) e pensei que precisava de espaço pra abraçar aquela conversa.
E assim no meu pequeno reino, com barulho do mar na janela, bebemos uma, duas e três águas e escrevi um capítulo de fim de ano. Com cheiro, com cor e com som. Dançando um pouco e devagar...

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