Minha adolescência foi vivida no show do Dazaranha. Fiz um monte de outras coisas num monte de outros lugares. Mas o show do Daza tava sempre presente porque era o ano inteiro. No frio e no calor. Na praça e no clube. Na praia e no teatro. No bar e na caixa d'água. O ano inteiro.
E o ano inteiro, eu estava lá. Por diversas fases. Fita cassete captada direto do show, ao vivo. Fita demo. Participação em coletânea. CD lançado. E eu não estava só. Não mesmo.
A Karla me contou que tinha uma coisa acontecendo em volta. Era essa banda muito legal que se apresentava num fita cassete circulante. E eu fui ver o que era isso. E aí, era tarde demais pra não estar no show do Daza.
A Marcele tinha certas dificuldades momentâneas de comparecer, mas de terça a domingo, ela dava um jeito. E a Tharci tantas vezes fez bolhas nos pés pois pegou meu sapato 35 emprestado no pé 37 pra não perder tempo do traslado Centro-Canasvieiras já que depois tinha um ônibus pra pegar até a Lagoa.
Em abril, eu fui pra Floripa. E tive um presente dos mais legais dos últimos tempos. Desde que eu vim morar em Santos, acho eu, não tinha mais calhado de eu ver um show do Daza. Eram 8 anos. A Dani Cebola achou que não ia e acabou se rendendo.
8 anos depois de tanta coisa que começou em 1994 (ou 3?), a gente tava feliz.
Feliz de se ver juntas, feliz de ver o passado. Feliz de se ver feliz no presente.
A Psicologia que mal se adivinhava em meados dos anos 1990, em 2010 meio fora de controle.
Feliz.


Um comentário:
Lindo texto!!! sdd e bjssss
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