acabo de vir do cinema, mais um épico daqueles que hollywood produz e que eu amo. não ligo que é tudo de mentira e a lógica, no mais das vezes, maniqueísta. eu quero mesmo é me deixar enganar pela ilusão do amor romântico, virar ninja de repente como essas ladies que envergam mas não quebram diante de um macho corrupto e insensível. saber cavalgar e atirar e golpear meus inimigos com uma espada a la kill bill. ser rejeitada e catar meus pedaços e ressurgir com uma lágrima (ou várias) engolida à força.
quero todas essas bobagens.
principalmente no dia dos namorados.
o melhor da minha vida sem um guerreiro ou príncipe ou coisa que o valha.
logo que acordei de manhã, me disseram - e não é a primeira vez - que eu merecia alguém muito legal do meu lado. aí, tive um insight que não vou descrever passo por passo, mas a katia vai saber tudinho no divã de quarta-feira. mas a conclusão é que, em pleno dia dos namorados, o 32º da minha vida, claro, eu senti de todo o coração a desvontade de ter um namorado. em todos os outros dias dos namorados em que estive solteira me abatia uma melancolia que não chegava a surpreender (sempre fui melancólica), mas vinha cheia de suspiros e desejos de não estar sozinha.
pensando nos milhares de personagens masculinos (tá bom, milhares não; 4 ou 5, vai...) que andam orbitando meu planeta, fui descobrindo que não quero ter um namorado, nem um parceiro, nem um companheiro, nem um marido. minha razão pra ter esse desejo se desfez pouco a pouco enquanto eu amadurecia.
e agora começa minha nova fase: construir uma nova razão pra ter alguém.
e a audiência não tá entendendo isso e continua querendo me casar...
mas também faz parte do insight não exigir que a audiência me entenda right away...


Nenhum comentário:
Postar um comentário