eu tenho um caderninho em que eu rabisco umas frases que surgem no cotidiano. sempre que penso que uma delas dá um post, eu rabisco. olhando as frases anotadas descobri que ando inerte. algumas não me dizem mais nada e outras dizem muito, mas eu não consigo articular. acho que estou ficando meio rasa. minha necessidade de escrever vem sendo submetida à minha preguiça e desânimo. isso não tem nada a ver com felicidade ou tristeza, tem a ver com a alma que me tem sumido todos os dias. acordo e não encontro ANIMA. e me canso como se tivesse acabado de voltar de uma corrida frenética. saco cheio de tudo, todos em volta. as pessoas não valem à pena e eu retomo uma fala do namorado da amiga: "eu já tenho todos os amigos que queria, não preciso conhecer mais ninguém." pra uns, boçal. pra mim, sentido total. mas o que ocorre é que todas essas pessoas que já tenho estão muito longe. dentro de mim, sem dúvida. mas isso não ajuda de fato quando você quer fumar um cigarro e beber uma cerveja e escutar a risada. dá pra imaginar tudo isso. mas não dá pra materializar. e que falta me faz. e estou tão confusa. e isso me deixa cheia de raiva. não sei operar em confusão, deixar rolar pras coisas caírem no seu lugar. uma situação se apresenta e não sei quem posso ser pra responder a ela. corro pra casa, tão boa casa, e não quero sair de lá nunca mais. antes de me por em conflito, retiro-me. mas meu pequeno reino é só isso: pequeno. e minha mania de grandeza não me deixa assistir o american idol sábado à noite sem pensar por 5 segundos que eu devia estar num grande evento qualquer. where do we go?
Fevereiro
Há 17 anos


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