Eu entrei nas minhas férias com alguns planos. Primeiro, gastar na minha casa. Eu resolvi que ia comprar uma caixa de ferramentas e arrumar um monte de coisas que me incomodavam. Ainda tive que ouvir do eletrecista da loja: "Bem que a senhora faz, esperar por homem não dá mais." E saí pensando: "Que homem?" Quando eu tinha marido, acabava até reclamando com outras mulheres casadas que eles não fazem nada, os maridos. Mas, no fim, era só pra manter a conversa mesmo; porque nunca foi minha realidade. Nem eu precisava tanto de um homem, nem o marido me faltava assim que eu precisasse. Enfim, lustres instalados no teto do banheiro e da cozinha (como aquele soquete pelado me incomodava!!!), peguei o resto da grana e fui gastar!!!
Fiz uma mala beeeem grande e sair pra ficar uns 10 dias fora. Foram mais dias que isso, já explico como isso aconteceu...
Primeiro, eu me instalei no frio da subida em Ribeirão Pires. Um lugarzinho bem pequeno. E muito frio. Fazia tempo que eu não sentia tanto frio, luva e cachecóis. A casa da Alê é a cara dela, toda cheia de coisinhas e detalhezinhos. E ela sempre se desculpando pela bagunça que eu não via em lugar nenhum. Passei o fim de semana a pizza, cerveja, café. O Aladar latindo, o Samuel correndo, Mariana adolescente e Sandro imapciente. E falando com a Alê. Tanto o tempo todo. Dormi com muitas roupas, dois cobertores e, piegas ao extremo, mas muito verdade, cercada de amor...
Esquecemos de registrar isso tudo!


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