

Carnabonde 2011
White Day 2011

Eu não tinha me dado conta que nessa minha carreira sem plano de carreira, eu já dei algumas entrevistas que postei aqui. Fui postando e acabei deixando essa primeira de 20 de janeiro de 2009 de fora.
Na segunda matéria, estou em plena Praça Mauá, acompanhada do fiel escudeiro Paulinho e da intrépida Rita Gisela, fazendo Campanha de Carnaval nesse ano de 2010.
Eu gosto de holofotes, mas entendo cada vez mais o que diz minha amiga Alessandra (que faz tanta falta...). Diz a Alê que o que importa é o trabalho. Parece até que estou diminuindo a monstruosidade do intelecto dela com essa afirmação quase infantil. Mas é preciso sensibilidade pra entender o que tem por trás disso.
Todo dia nos levantamos para uma batalha de egos e ânsias de brilhar. Isso cansa e desestimula porque observamos os colegas mais preocupados com os louros de uma vitória que não chega nunca no SUS. Enquanto continuarmos a esquecer do usuário do serviço, não vencemos. E temos sido vencidos, todo dia, pela vaidade e pelo orgulho. Observo decepcionada e com lágrimas, como as de sexta-feira, o quanto nos perdemos.
Trabalhando para sustentar os interesses do sistema, nos engajamos em ações pretensiosas e vazias, muitas vezes usando o usuário como trampolim para o nosso salto em direção a coisa nenhuma.
Eu gritei e desabafei e chorei, e me recolhi. E perdi a voz. E perdi a razão. Lamento o destempero. E estou um pouco destruída. Mas uma coisa me conforta: as palavras foram todas acertadas.
E quantas entrevistas mais eu tenha a oportunidade de dar, e brilhar, mesmo que em pequeníssima escala, devolve para o usuário o que é dele por direito: meu trabalho, para o indivíduo. Com correção, com alma, com esforço e com competência.
Não dá pra ser diferente.


Um comentário:
Segundo a psicóloga do CTA Andréa Kowalski....
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